15 outubro 2009

Namoro Santo, isso existe?


O ponto inicial para entendermos este assunto é que, “a nossa vida deve ser caracterizada pela santidade”. Santidade em todos os aspectos, tanto externos quanto internos (1 Ts 4.7).

O namoro é a fase do conhecimento para o casamento. É durante este processo de conhecimento mútuo que o casal alcançará maturidade para o casamento. O namoro nunca deve ser encarado como um passatempo, mas deve estar investido de sentimentos que demonstrem a seriedade com que é tratado, afinal é no namoro que o casal consegue visualizar uma futura união estável. Não havendo sucesso no namoro, também não haverá no casamento.

O termo “namoro santo”, nada mais é que um relacionamento pautado nos princípios da palavra de Deus. Princípios estes que regem a vida daqueles que são submissos a vontade soberana de Cristo. Se admitirmos que Cristo seja o centro de nossa vida e aceitarmos os termos/regras propostos por Ele, tudo aquilo que fizermos deve estar em conformidade com as suas leis.

O apostolo Paulo em sua primeira carta aos crentes de Corinto, diz: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm;” (ICO 6.12). Paulo estava explicando aqueles crentes que a liberdade cristã não consiste em vivermos da maneira que quisermos, mas em conformidade com a lei de Cristo. A liberdade do cristão possui limites, e esses limites se estendem a todas as áreas da nossa vida, inclusive o namoro. Você não pode viver a vida cristã pela metade; para vivermos o cristianismo plenamente precisamos aceitar a autoridade de Cristo em nossas vidas. Se no namoro seu comportamento é diferente daquilo que ensina a palavra de Deus, o seu cristianismo é uma farsa. Ninguém pode viver duas vidas, ninguém pode ser santo e impuro, ninguém pode estar em Cristo e no mundo ao mesmo tempo. Seguir a Cristo requer renúncias, e essas renúncias são fundamentais para experimentarmos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

No namoro cristão existe um sinalizador divino que nos adverte quando devemos parar, mas infelizmente nem todos respeitam quando o sinal está vermelho. Muitos casais cristãos estão sofrendo duras conseqüências porque não atentaram para isso. Começam seu namoro no plano físico, e depois querem continuar no plano espiritual, invertendo a ordem das coisas, e ainda pedem que Deus os abençoe, sem antes reconhecerem seu erro e sem se arrependerem. Observe o que a Bíblia diz:

“Pode alguém tomar fogo no seu seio, sem que seus vestidos se queimem? “Ou andará alguém sobre as brasas, sem que queimem os seus pés? (PV 20.21).

Como disse Paulo, liberdade não é fazer o que eu quero, mas o que deve ser feito. No namoro e no noivado, o carinho é lícito até o ponto em que não desperte paixões, desejos e atos incontroláveis. Por isso seja sensato (a), se o carinho não tiver um limite respeitado, ele leva as caricias (relacionamento este reservado aos casais), e daí para frente, um passo conduz a outro. Um relacionamento baseado no respeito e temor a Deus não traz consigo conseqüências desastrosas. Mas quando deixamos Deus fora dos nossos relacionamentos nos tornamos vulneráveis a toda e qualquer pratica contraria aos seus ensinos. Por isso se você ama sua namorada (o) preserve a santidade tanto dela (e) quanto sua.

Joni Pinto

09 outubro 2009

Amar não é aceitar os erros...


Ultimamente é comum ouvirmos discursos que evocam a importância de amarmos as pessoas sem nos importarmos com suas atitudes. São discursos feitos principalmente por aqueles que militam a favor da causa homossexual; a essência da mensagem é tão “bíblica que muitos evangélicos estão aderindo ao movimento. Não sei o porquê dessa mudança de posição, talvez por estarem dentro dessa conjuntura ou simplesmente por simpatia, o que sei é que muitos “santos” estão defendendo o cristianismo sem limites, onde o pecado é suplantado por esse suposto “amor”. Mas é bom lembrar que embora amar ao próximo seja um mandamento divino, esse amor não está acima da palavra de Deus.

Deus ama o homossexual, mas condena o homossexualismo (Romanos 1.26-27)! Quem vive na prática do homossexualismo está absolutamente afastado da graça divina, portando passível de condenação (1 Co 6.9-10).


Ninguém pode exercer amor ao próximo contrariando os princípios morais de Deus, amar o homossexual não é aceitar a sua condição, mas levar-lo por meio da pregação do evangelho ao pleno conhecimento da verdade que liberta. Nós não pregamos o ódio contra os homossexuais, pois todos são amados por Deus, mas não podemos deixar de falar a verdade e apontar para pecador o seu erro.


Jesus pregou o amor, mas esse amor não consiste na tolerância da imoralidade. Os preceitos de Deus são imutáveis, portanto Deus não vai passar a tolerar o pecado só para satisfazer nossa imoral consciência. Jesus disse que todos podiam vir a ele como estavam, para que através de sua vida fossem santificados; não foi para permanecermos impuros que ele nos chamou ou vivermos como escravos que ele nos libertou, mas para desfrutarmos da liberdade que se baseia na submissão a sua vontade. (1CO 7.22)


Se continuarmos a ignorar as verdades bíblicas, adequando-as aos nossos comportamentos mundanos, teremos que admitir daqui a algum tempo que o homossexualismo é um “dom de deus”. Não podemos ceder a essa flexibilização moral que atinge uma grande parcela da igreja; somos responsáveis pela conservação da Sã Doutrina de Cristo. (1TM 4.16) Portanto não se utilize de vãs filosofias para justificar o erro, mas adéqüe sua vida aos padrões estabelecidos por Deus em sua palavra.


E, não é pecado libertar-se do pecado, pecado é permanecer no pecado!



Joni Pinto

15 julho 2009

Porque Pecamos?


Porque pecamos? Talvez esta seja a pergunta de muitos cristãos sinceros. O pecado faz parte da nossa velha e pecaminosa natureza, e embora já tenhamos crucificado esse velho homem, ele sempre está tentando ressuscitar. Um dos grandes desafios para juventude é viver uma vida em santidade na presença de Deus. Mas até que ponto você está disposto a renunciar os prazeres que o pecado proporciona?


Por incrível que pareça o pecado não é desprezível, pelo contrario, o pecado é desejoso e sentimos vontade de praticar-lo. Não adianta orarmos para que Deus nos liberte do desejo de pecar, ele não vai atender essa oração. Jesus em sua oração sacerdotal pediu para que Deus nos livrasse do mal e não para que ele nos tirasse do mundo (JO 17.15). O desejo pelo pecado sempre vai está em nós, mas somos nós que decidimos qual caminho queremos seguir. Antes de assassinar seu irmão, o Senhor disse para Caim, o pecado bate a porta, compete a ti dominar-lo (GN 4.7). O mal é como um mostro adormecido dentro de nós. Sempre ele está querendo despertar para nos dominar, mas não podemos nos deixar ser dominados. Você tem que mostrar para o pecado quem é que manda! Se você se fizer de fraco no dia da tentação, o pecado certamente irá vencer-lo, mas se você usar a força que Deus lhe deu, ninguém te poderá resistir.

É verdade! Nem sempre conseguimos vencer. Às vezes falta-nos força para lutar, mas não torture sua alma por isso. Ainda que você não vença todas as batalhas, a guerra já foi vencida, e aquele que venceu a guerra te fortalece e com amor diz ao seu coração:


“Os teus pecados podem ser grandes, mas o meu amor por você é bem maior que eles”


Joni Pinto

14 julho 2009

Pecados que te fazem pecar


Sinceramente, ninguém pensa muito antes de mentir, mas quando se trata de pecados que envolvem o sexo e similares, geralmente pensamos e muito. Talvez Deus não se importe tanto com o pecado da mentira, afinal mentir é um “pecadinho”. Ele certamente tem pecados muito maiores para se preocupar.

Vocês não acreditaram nisso, acreditaram? rs

O que é mesmo pecado?

Agora falando sério, pecado é pecado! Independentemente de qual ele seja. Achar que existem pecados grandes e pequenos é pura ilusão. A definição de pecado é muito simples: desvios moral do ser humano que o leva a uma conduta ofensiva aos olhos de Deus. O pecado impede o relacionamento com Deus. Tudo começou lá no Éden com a desobediência de Adão e Eva (Gn 3), e como somos descendentes deste ilustre casal, herdamos sua natureza pecaminosa. Pra resolver o problema Deus enviou seu filho que nos justificou através de sua morte expiatória.

Pecados sexuais

Os pecados sexuais talvez sejam os mais difíceis de resistir, isso não significa que eles tenham um caráter melhor ou pior que os outros, eles apenas são mais “prazerosos”. A grande verdade é que no geral o pecado sempre é muito agradável, ele não se apresenta diante de nós com uma aparência ruim ou desprezível, pelo contrario, sua aparência sempre é muito convidativa.
Estamos acostumados a ouvir discursos hipócritas sobre os pecados sexuais como se estes fossem piores que os demais pecados. Os fariseus da nossa época resolveram hierarquizar os pecados e colocaram os de ordem sexual no alto da pirâmide. Na visão destes “mestres”, mentir, provocar discórdias, invejas, iras e etc. são pecados menos importantes e, portanto mais fáceis de Deus perdoar. Deus certamente não partilha deste pensamento, afinal a luz da Bíblia o pecado está relacionado a tudo o que é contrario a vontade de Deus, portanto, pecado é pecado e não tem tamanho, rs.

Você não costuma se cobrar tanto quando mente, mas quando comete algum pecado relacionado à sexualidade, parece que o mundo desaba sobre sua cabeça. Isso acontece porque nossa consciência moral foi treinada para achar que os pecados de ordem sexual causam um dano maior que os outros, o que não é verdade.
A sexualidade em si não é pecado, mas as pessoas abusam e pervertem o sexo, usando o de modo pecaminoso, errado, impróprio. Quase todos os pecados nós vencemos, enfrentando-os, encarando-os, tendo como base a palavra de Deus, mas quanto aos pecados do sexo, deles a
Bíblia diz: “foge”.

Todos são iguais

Uma das grandes armas que o inimigo tem usado nestes últimos dias é a imoralidade sexual. Suas principais vítimas são os jovens e adolescentes, que cada vez mais estão expostos a todo tipo de material que os incita a praticarem este tipo de pecado. Isso não significa que somos um problema para igreja ou que pecamos mais que outros irmãos. Embora os casos de pecado nesta área se concentrem mais entre os jovens, ninguém está imune a estes pecados.

Vencendo o pecado

Todos pecam, mas o grande segredo para se vencer o pecado está em como encaramos as nossas fraquezas. Se você estiver se escondendo de Deus por causa do seu pecado, como fizeram Adão e Eva, certamente mais difícil será pra você vencer-lo. Deus não vai condenar-lo ao inferno por ter pecado, mas você com certeza se auto-condenará se continuar a se esconder da graça divina. Não pense que porque você agora é uma nova criatura nunca mais você irá errar o alvo, isso é pura ilusão! Embora tenhamos passado pelo processo do novo nascimento, o pecado sempre está batendo a nossa porta e nem sempre conseguimos dizer não para ele.
E quando eu o deixo entrar, o que acontece? O desejo de Deus é que não pequemos, mas quando pecamos não somos desprezados por Deus. Os outros podem até lhe condenar, mas Deus continuará a amar-lo. O perdão de Deus sempre está disponível para aqueles que humildemente reconhecem que pecaram. Não se prive da benção do perdão.

Sexo antes do casamento continuará sendo pecado. A hipocrisia de achar que a fornicação é pior que outro pecado continuará. Milhares de jovens continuarão sendo afastados de Cristo por aqueles que deviam ajudar-los.
Mas...
A graça de Deus continuará superabundando no coração daqueles que aproximam da fonte inesgotável de perdão: Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Joni Pinto

Profecias ou profetadas?


Profecias ou profetadas? Falar desse assunto às vezes parece meio complexo, mas na verdade não é, pelo contrário é extremamente necessário discutimos assuntos como este. Primeiro precisamos entender o real sentido de profecia e seu objetivo. A luz das sagradas escrituras, profecia significa oráculo e o profeta, um que fala em nome de Deus, de quem é porta voz e representante. No AT, o profeta era chamado de nabi, termo que pode significar “aquele que é chamado (por Deus) e tem o encargo de falar a outros da parte de Deus”. Também tem o nome de “vidente”, isto é, aquele que vê por revelação divina às vezes em verdadeiras visões ou sonhos, uma mensagem que Deus lhe transmite e que, por sua vez, ele deve transmitir a outros. Existem profetas de Deus e falsos profetas (DT 13.1-5), por isso devemos estar atentos para não sermos enganados.

Hoje é muito comum vermos pessoas falando em nome de Deus, sem que Deus tenha falado. Esse tipo de profecia é o que chamamos de profetada, uma palavra nova que não existe no dicionário e que designa uma profecia da carne ou profecia do homem. As profecias da carne geralmente são ditas pelas mesmas pessoas que receberam o dom de profetizar, mas por não entenderem que a revelação só e dada sob o principio da soberania divina, acabam criando mensagens oriundas do seu coração. Pesquisando encontrei alguns exemplos desse tipo de mensagens. Eis alguns:


Probabilística
“Meu servo! Vou te dar vitória nesta semana; anota isto na tua agenda e tu verás o cumprimento”.
A vitória anunciada não aconteceu.
O mensageiro pode ter tido compaixão do seu irmão e não querendo vê-lo a sofrer lhe desejou sucesso.

Aparência
“Servo meu! Tenho contemplado os seus gemidos pelas madrugadas nas tuas orações; vou te dar vitória”.
O irmão nunca orava de madrugada.
O profeta o julgou pela aparência; naquele culto o irmãozinho estava contrito e lacrimoso.

Cenário
“Servo meu”! Tenho uma grande obra contigo, neste ministério, ao lado do meu ungido.
O ouvinte - de outra igreja - era um visitante amigo do pastor e estava dirigindo a festa a seu pedido.
O “entregador de mensagem” pensou que ele era co-pastor, vice-presidente ou ministro local.

Casamento
“Servo! Tenho preparado para ti uma esposa, loira, alta e muito bonita”.
O ouvinte era casado com uma irmã baixinha de cabelos pretos.
O profeta não sabia que ele era casado.

Desconfiança
“Servo que tenho colocado à frente de meu rebanho! Eis que são muitos que querem te tirar da posição. Vigia servo” Este (um nome em línguas) que está ao teu lado é o que tem te causado tantos males. Sê tu valente e faça tão somente o que eu te mando.
O pastor tinha grande consideração ao obreiro mencionado por código e em vinte anos de trabalhos juntos sempre lhe foi fiel.
O “profeteiro” julgava que de tão esforçado o adjunto do pastor era uma ameaça.


Vulgar
“Jovem que esta à frente desta mocidade! Vou te dar vitória; estou eu atendendo as tuas orações, vou preparar uma varoa para ti, tenho uma obra contigo no ministério, tu farás muitas viagens, tu ajudarás ao meu ungido, grande é a obra que tenho contigo”.
O jovem era diácono, bastante dinâmico e esforçado na Casa de Deus.
O mensageiro conhecia bem de perto os trabalhos do diretor.

Terror
“Homem! Quem te mandou entrar neste negócio? Não estou contigo neste propósito; vigia! Cuidado! Atenta bem para isto que estou te falando nesta hora e depois tu me louvarás”.
O irmão era feirante e comprava material semanalmente.
O mensageiro pensou que ele era Empresário.

Parece brincadeira, rs, mas o assunto é sério! Esses tipos de mensagens são mais comuns do que imaginamos. Devemos tomar cuidado para não sermos enganados, o inimigo está por aí, armando as suas ciladas para nos enganar e as profetadas são uma das suas armas. Muitos crentes por não vigiarem caíram no engodo do maligno e hoje sofrem as conseqüências da sua falta de vigilância. Antes de acreditar em tudo o que esses supostos profetas predizem, examine as sagradas escrituras, pois através dela podemos discernir se a mensagem é de Deus ou não.
Amados estejam vigilantes, pois nos últimos dias surgirão falsos profetas que enganarão a muitos, se possível até os escolhidos. (Marcos 13.22)

Joni Pinto

Fontes: semprofetada.blogspot.com/2008/08/estudo-bblico-sobre-profecia-e.
Bíblia. Almeida, Revista e Corrigida.

16 fevereiro 2008

Predestinação?

A doutrina da predestinação, de Calvino, é contrariado pelo
próprio texto que ele usou para criá-la. Observe o que Paulo
nos diz nesse texto:
Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; Romanos 8:29E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Romanos 8:30

e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Efésios 1:5
O que Paulo está dizendo é que todos os homens foram predestinados por Deus para
a salvação por meio de Jesus Cristo, entretanto nem todos irão alcançar a salvação. Se Deus tivesse desde o principio predestinado uns para a salvação e outros para o perdição, que necessidade haveria de Jesus ter vindo a este mundo e morrido na cruz?
Não vejo razão para isto, essa doutrina torna inválido o sacrifício de Cristo na cruz, portanto constitui-se como uma heresia, pois é contraria aos ensinos da Bíblia!
Verdade é que em Adão todos somos predestinados a morte, como o próprio Paulo ensina a igreja em Corinto:
I Coríntios 15: 22 – “Porque assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão glorificados em Cristo.”
Mas em Jesus Cristo todos são predestinados a salvação por meio da fé:
São João 1: 12 – “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no Seu Nome.

Tito 2: 11 – “Porque a Graça de Deus se há manifestada, trazendo salvação a todos os homens.”

II Pedro 3: 9 – “ ... não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.”
Deus não predestinou ninguém para perdição. Pelo contrário, o seu desejo é todos sejam salvos. Entretanto Deus não interfere no livre arbrítrio do homem, todos tem a oportunidade de se salvar, mas isso é uma decisão exclusivamente pessoal. Porém é inegável o anseio de Deus pela salvação de todas as suas criaturas. Observe:
São João 3: 16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”Observe o que o texto diz: Jesus morreu por todos! Todos que os crêem serão salvos! A salvação não é um premio só para alguns privilegiados, mas para todos aqueles que se empenharem por alcançar-la.
Deus empenhou a sua palavra a favor de todos os homens, de todas as eras e de todas as condições: financeiras, culturais e étnicas. Eis a prova:
Ezequiel 18: 32 –“Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor. Portanto, convertei-vos e vivei.”
Deus não fica feliz se a pessoa decide não aceitá-lo. Por isso, os que não se salvarem, se perderão de livre e espontânea vontade. Deus fez tudo para salvá-los. Leia com atenção estes textos:
Jeremias 21: 8 – (Leia também Deut. 30: 15-19). “...eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte.”

Josué 24: 15 – “...escolhei hoje a quem sirvais...”
Deus é a essência da liberdade! Comprometeu-se em jamais interferir na vontade humana, mas em toda a bíblia demonstra seu profundo interesse pela conversão do pecador, pois deseja que ele viva para sempre. È o homem quem escolhe e determina seu destino eterno, e não Deus.
Atos 17: 30 – “... notifica aos homens que todos em toda parte se arrependam.”
Deus deseja que todos se arrependam e alcancem o premio da salvação.
I Tessalonicenses 5: 9 – “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo.”
Jesus Cristo, o Salvador bendito pagou o preço da redenção de todos. Por isso pode afirmar:
João 6: 37 – “...o que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora.”
João 6: 47 – “...aquele que crê em Mim tem a vida eterna.”
Queridos irmãos (as), se a doutrina da predestinação fosse verdadeira não precisaríamos de Jesus, do seu sacrifício, do evangelho, nem da igreja, muito menos do plano de salvação! Bastava ao homem viver e aguardar a morte. No entanto Jesus nos mostra claramente na sua palavra que os que decidem ir a ele terão a vida eterna. Os que recusarem assumem a decisão, sendo exterminados quando o pecado for destruído.

A salvação é para todos, sem exceção, todos tem direito a ela e todos podem alcançá-la por meio de Jesus Cristo.
Mateus 25: 34 – “...vinde benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”
Jesus está lhe dizendo que antes mesmo de fundar o mundo, ele já havia predestinado você a herdar todos os seus insondáveis tesouros. Você foi predestinado por Deus para a salvação eterna. Só se perderão aqueles que recusarem o plano de salvação que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!



Jonilson Pinto

15 fevereiro 2008

Os Avivalistas e suas proezas

Os reavivamentos periódicos são fatos históricos, característicos do cristianismo anglo-saxônico que recebeu grande ênfase na formação dos Estados Unidos da América. Os não-crentes precisam ser alcançados e os crentes, motivados de tempos em tempos. A princípio, esses movimentos eram espontâneos. Com o tempo, passaram a ser intensas reuniões de avivamento.
Foi nesse contexto que surgiram grandes pregadores de multidões nos EUA, na Grã-Bretanha e na Europa. Muitas vezes, o número de pessoas era tão grande que os cultos liderados por esses homens só podiam ser realizados ao ar livre.
É impossível ler a biografia desses pregadores e não se entusiasmar com sua vida consagrada e não desejar os mesmos resultados por eles obtidos. A ênfase sobre a santidade e o comprometimento com a salvação das almas era muito grande. Uns poucos olhavam tudo isso com olhar crítico, taxando o movimento de emocionalismo, subjetivismo vazio.
Independente das correntes opinativas, os avivalistas tiveram grande impacto na vida espiritual dos séculos XVIII e XIX, principalmente sobre a Igreja Americana que até hoje colhe os frutos resultantes da atuação desses gigantes da fé.

Jonathans Edwards (1703 - 1758)

Pastor congregacional avivalista, missionário aos índios, escritor, primeiro presidente de Princenton e, na estimativa de alguns, primeiro e maior filósofo-teólogo americano. Em 1741, pregou seu famoso sermão: “Pecadores na mão de um Deus irado”, espalhando o avivamento pelas 13 colônias e até na Inglaterra.
Formou-se precocemente em Yale (1720) aos 17 anos, tornando-se pastor em Nortampton, no Oeste de Massachussetts.
Apesar de ter o hábito de ler seus sermões, sua vida de oração teve grande impacto sobre seu povo. Costumava ficar até 13 horas por dia orando e estudando. Era muito comum entrar na floresta para orar e ali ficar durante duas ou três horas com o rosto em terra, clamando a Deus. Seu referido sermão, que teve tanto impacto sobre o primeiro grande avivamento americano do século XX, foi precedido por três dias de oração e jejum.
Um de seus biógrafos disse: “Em todo o mundo onde se fala o inglês era considerado o maior erudito desde os dias de Paulo e Agostinho”.
Faleceu em 1758, em Princeton, vitima da febre resultante da vacina contra a varíola.

John Wesley (1703-1791)

Foi o fundador do Movimento Metodista, hoje uma das maiores denominações do mundo. Ele, com certeza, dominou o cenário religioso no século XVIII, tanto na Inglaterra, seu país de origem, quanto nos EUA. Foi ordenado ao ministério em 1728, tornando-se ministro anglicano. Destacando-se por sua vida piedosa e pelo metódico estudo da Palavra, ganhou, junto com o seu grupo, o apelido de “metodista”, que acabou se tornando o nome oficial de sua denominação.
Assim como Lutero, seu desejo era reformar espiritualmente a igreja na Inglaterra, mas acabou tendo de se desligar. Alguns historiadores julgam que o metodismo impediu a Inglaterra de mergulhar em uma Revolução sangrenta, semelhante à que ocorrera na França.
Ao decepcionar-se com seu trabalho missionário nas Treze Colônias Americanas, Wesley encontrou dois irmãos Morávios, na viagem de volta, que tiveram grande influência sobre sua vida, transformando o seu relacionamento com Deus. A partir de então, multidões de cerca de 5 a 10 mil pessoas afluíam para ouvir seus sermões. Era comum nesses cultos, os pecadores acharem-se angustiados e começarem a gritar e a gemer.
Com 70 anos, pregou para um auditório de 30 mil pessoas. Aos 86, fez uma viagem à Irlanda onde, além de pregar seis vezes ao ar livre, anunciou o evangelho cerca de 100 vezes em 60 cidades.

George Whitefield (1714 - 177O)

Converteu-se em 1735, aos 21 anos, e, aos 25, começou a pregar ao ar livre. Foi, no início, um dos maiores colaboradores na obra de John Wesley, de quem se separou mais tarde por motivos teológicos. Pregador por excelência, não havia prédio onde coubessem os auditórios e, por isso, sempre armava seu púlpito nos campos, fora das cidades. Algumas vezes também pregou ao ar livre, devido à oposição da Igreja Oficial (Anglicana).
Viajava intensamente para pregar o evangelho. Atravessou treze vezes o Atlântico para pregar nos Estados Unidos. Organizou seus convertidos em saciedades, conforme o costume metodista, e utilizou largamente o serviço de pregadores leigos.
Seu dom de oratória era tão extraordinário que, certa vez, descrevendo para uns marinheiros um navio perdido em um furacão, estes se levantaram gritando: “Às baleeiras! As baleeiras!”.
Foi o profeta do movimento metodista. Sua preocupação com a área social o levou a criar orfanatos para cuidar dos órfãos.
Whitefield morreu aos 56 anos, na cidade de Newburyport, Inglaterra.

Charles Grandison Finney (1792-1875)

Convertido aos 29 anos, seu nome está ligado, como nenhum outro, ao movimento avalista. Durante dez anos, de 1824 a 1834, trabalhou incansavelmente pelo avivamento da Igreja. Depois disso, caiu enfermo, devido aos grandes esforços, tendo de entrar em repouso.
Foi nesse período que publicou seu livro “Conferencias sobre avivamento”. Em 1835, tornou-se professor de teologia no Oberlin College, do qual se tornou presidente mais tarde. Posteriormente, escreveu também extensa obra sobre Teologia Sistemática.
Sua vida foi repleta de milagres. Conta-se que, certa vez, ao entrar em uma fábrica, uma mulher começou a caçoar dele. Diante disso, olhou nos olhos dela e saiu. Após algum tempo, ela estava chorando com o desejo de entregar-se a Cristo.
Em outra ocasião, ele apenas passou por um vilarejo em um trem e as pessoas que estavam nos bares, diri­giram-se às igrejas, sentindo agonia pelo seu pecado. Um repórter que investigava a sua vida para saber o seu segredo espantou-se ao vê-lo entrar na floresta para orar e passar horas prostrado diante de Deus.
Algumas estatísticas demonstraram que cerca de 85% dos convertidos de Finney perseveraram em servir a Deus, enquanto a média dos demais pregadores era de 30%.

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892)

A família Spurgeon foi para a Inglaterra durante a perseguição de Filipe II, da Espanha, no final do século XVI, nos Países baixos.
Converteu-se aos 17 anos pela pregação de um orador metodista em Cambridge e tornou-se um pregador leigo, isto é, sem formação acadêmica.
Após sua conversão, juntou-se à comunidade batista em Cambridge. Sua fama cresceu e, aos 17 anos, tornou-se pastor. Aos 20, era conhecido, por todo o país, como “o menino pregador”. Seus sermões começaram a ser impressos e lidos pelo mundo inteiro. Era comum, em Londres, as pessoas se reunirem, às segundas-feiras, para ler seus sermões. A leitura abrangia tanto trabalhadores da construção civil quanto o pessoal dos escritórios.
Por quarenta anos pregou para imensas audiências e ganhou cerca de 10.000 almas para Cristo. Entrou para os anais da história eclesiástica como o “príncipe dos pregadores”. Fundou o Colégio de Pastores e, até a sua morte, treinou cerca de 900 pregadores.
Ao morrer, em 1892, 6.000 pessoas assistiram ao seu funeral em cortejo fúnebre. Em seu caixão, a Bíblia aberta no texto usado para convertê-lo: “olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; pois eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22).

Dwight Lyman Moody (1837 - 1899)

Foi evangelista por excelência. Convertido aos dezessete anos, começou seu ministério como professor de Escola Dominical, chegando a reunir 1500 crianças, aproximadamente. As crianças sempre foram uma grande preocupação em sua vida. Dava bastante ênfase ao evangelismo pessoal, chegando a fazer, em um só dia, duzentas visitas. Tinha o propósito de não dormir antes de pregar o evangelho para alguém. Deixou, por fim, seu trabalho secular para dedicar-se inteiramente à obra de Deus.
Em 1871, foi tomado por um forte desejo de salvar muitas almas. Então, devido a esse desejo, em 1873, junto com Ira D. Sankey começou uma missão intensa no norte da Inglaterra, seguindo depois para a Escócia, onde espalhou uma onda de avivamento.
Além de seu trabalho evangelístico, fundou escolas e um Instituto Bíblico em Chicago. Levantou grandes donativos para auxiliar a Associação Cristã de Moços. Conduziu também inúmeras conferências para ministros, estudantes e obreiros cristãos.
Pregou seu último sermão no dia 22 de dezembro de 1899 para uma audiência de 15.000 pessoas, quando ganhou centenas de almas para Cristo.

O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA

Willian Joseph Seymour (1906)

O pentecostalismo surgiu com o norte-americano Charles Fox Parham. Foi ele quem, pela primeira vez, elaborou essa definição teológica para o movimento que sublinhava o vínculo entre o “falar em línguas” e o “batismo com o Espírito Santo”. A glossolalia, fenômeno caracterizado por falar em línguas desconhecidas espontaneamente, tornou-se, então, a evidência inicial do batismo com o Espírito Santo.
Em 1900, Parham alugou a “Mansão de Pedra”, como era conhecida em Topeka, Kansas, para constituir uma escola bíblica chamada Betel. Cerca de 40 estudantes, motivados pelo movimento, ingressaram na escola para o primeiro e único ano de curso plenamente relacionado às doutrinas que envolviam a pessoa do Espírito Santo.
Em janeiro de 1901, os alunos de Parham se reuniram para orar e, neste dia, foram batizados com o Espírito Santo e passaram a emitir palavras desconhecidas. Esse foi o estopim para o movimento da rua Azuza.
Poucos eventos afetaram a história da igreja contemporânea tão profundamente quanto o avivamento da rua Azuza, cuja explosão é explicada por meio de uma renovação espiritual mundial calcada em princípios pentecostais. O personagem histórico central desse evento foi o pastor William Joseph Seymour, discípulo de Parham. O movimento desenvolveu-se a partir de um pequeno armazém em Los Angeles naquela rua, número 312, justificando assim seu nome.
A contribuição do pregador Seymour foi essencial, pois, se não fosse por ele, talvez o pentecostalismo de Parham não tivesse passado de boatos. Daí para frente, Seymour se tornou o grande anunciador do movimento pentecostal. Em 1906, seus ensinos sobre as práticas de falar palavras desconhecidas trouxe grande quantidade de adeptos ao pentecostalismo e, dois anos mais tarde, sua igreja já mandava missionários para 25 países.

O advento da rua Azuza, de fato, estava exercendo profunda força, tanto centrípeta como centrífuga, no mundo protestante. Funcionava como um potente imã, atraindo líderes de diversos segmentos do protestantismo que desejavam conhecer o que estava ocorrendo ali. E também como centro irradiador da mensagem pentecostal, enviando grupos para diversas localidades do país e do mundo.
O pentecostalismo chegou ao Brasil trazido por operários imigrantes. Primeiro em 1910, pelo italiano Louis Francescon, fundador da Congregação Cristã no Brasil, e, Logo em seguida, em 1911, pelos suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, fundadores da Igreja Evangélica Assembléia de Deus. Foi expressiva também a contribuição da missionária Aimee Semple McPherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular, iniciada no Brasil em 1951 pelo pastor Harold Edwin Willians. Todos eles, sem distinção, foram influenciados pelo avivamento da rua Azuza.
Enquanto isso, Seymour Continuou seu pastorado na rua Azuza até sua morte, em 28 de setembro de 1922. O edifício da igreja onde tudo começou foi destruído poucos anos mais tarde.Todavia, quando isso ocorreu, a chama pentecostal já havia atravessado fronteiras.
Hoje, há mais pentecostais no mundo do que luteranos, anglicanos. batistas tradicionais e presbiterianos somados. A maior igreja pentecostal do mundo possui cerca de 700.000 membros e está na Coréia do Sul.