04 dezembro 2012

A Síndrome de Penina



Enquanto Elcana esforçava-se para que Ana se sentisse amada, tentando de alguma forma compensar a dor que ela trazia em seu coração por não gerar filhos; Elcana causou na alma de Penina uma grave enfermidade, que aos poucos foi-se revelando provocando sérios estragos na relação de suas duas esposas.

Penina não se sentia amada 

A mulher que não se sente amada pelo marido se sente como se fosse odiada. Todos os filhos de Penina não puderam suprir a ausência do carinho do seu esposo. Que numa tentativa de consolar a Ana por sua esterilidade dava a ela toda a atenção, enquanto Penina era colocada de lado.

Talvez antes deste conflito Penina e Ana até tenham desenvolvido uma relação afetiva, de amizade, companheirismo, mas com o passar do tempo, essa relação desgastou-se em razão de Ana receber todo carinho de Elcana como compensação de sua incapacidade de gerar filhos.

Isto fez de Penina uma mulher frustrada, decepcionada consigo mesma – pois era incapaz de conquistar o coração de Elcana – como mãe ela era uma mulher realizada, mas como esposa era uma mulher frustrada.
Pessoas que se sentem mal amadas são marcadas pela revolta, pela apatia, pelo isolamento, pela agressão, pela fuga e pela tirania. Ana recebia toda a carga negativa da frustração de Penina

É comum vermos pessoas na igreja que se sentem ignoradas, desvalorizadas, como peixes fora d’água. Essas pessoas não querem ser o foco das atenções, nem receber a maior fatia do bolo. Desejam apenas sentirem-se valorizadas, importantes, parte da igreja. Negar isso a elas é negar-lhes uma oportunidade de serem felizes.

Penina via Ana como uma rival.

Para Penina, Ana era apenas uma rival que roubava toda a atenção do seu marido enquanto ela era colocada de lado. Penina era incapaz de compadecer-se de Ana, pois o seu coração estava tomado pela revolta.

Existem muitos que estão sofrendo deste mal dentro da igreja; não consegue encarar seu irmão apenas como irmão. Não conseguem viver em unidade. Não conseguem torcer pelo sucesso do seu semelhante. Não conseguem chorar com os que choram e nem se alegrar com os que se alegram. Vivem em uma constante rivalidade espiritual.  

Ninguém quer ser o menor no reino de Deus, todos querem ser grandes. Enquanto estamos envolvidos nesta disputa pelo poder, pela posição e pelo status, o amor de Cristo está sendo esmagado em nossos corações.

Ignoramos o sofrimento do nosso irmão, nos esquivamos da sua dor. E agimos como se só o que importasse fosse nossa vida, nossos objetivos e nossa posição. Quando agimos assim estamos ignorando o fato de que o amor a Deus sobre todas as coisas só pode ser manifestado quando amamos o nosso irmão – amar é: cuidar, respeitar, se compadecer, dá a mão.

Penina tratava Ana com crueldade.

Penina dedicava um período do seu dia para atormentar, ridicularizar e zombar de Ana. Foi a forma que ela encontrou para punir a Ana por ter supostamente “roubado” toda atenção de Elcana.

Talvez no íntimo do seu coração o que Penina desejava era abraçar e consolar a Ana. Mas a revolta, a carência, fez dela uma mulher cruel, fria, insensível, que não se importava com a dor de seu semelhante. Eu imagino que depois de atormentar a Ana, ela se recolhia ao seu quarto e se perguntava, porque eu falei essas barbaridades para Ana? 
Porque eu a tratei com tamanha crueldade? Porque eu ri do seu sofrimento?

Existem muitos que estão sofrendo com a síndrome de penina. Tratam com crueldade seu irmão, falam deliberadamente palavras que machucam, agem inconseqüentemente se importar com os danos que estão causando. Depois cheios de remoço lamentam o estrago que fizeram. É por isso que facilmente esbarramos em alguma “Ana” chorando pelos cantos da igreja, com sua alma amargurada, ferida e despedaçada.

Mas da mesma fonte que jorra água para sarar a alma de Ana, também jorra água para libertar Penina dos seus traumas. 


Jonilson Pinto

28 junho 2011

As caraterísticas do Jovem que Deus procura


A partir de hoje estarei postando um estudo sobre o seguinte tema: “As características do Jovem que Deus procura”. Que Deus abençoe a todos!

Fidelidade 

Um grande desafio para juventude cristã é manter-se fiel a Deus diante das propostas do inimigo. Não é fácil resistirmos à tentação de experimentar o pecado, pois sua aparência sempre é desejável; o diabo nunca irá nos testar com algo que consideramos desprezível ou de pouco valor, ele sabe exatamente o que desperta nosso interesse; o diabo sabe, por exemplo, que o homem gosta de dinheiro, mulher, ele sabe que mulheres gostam de homem, que gostamos de comer, beber, festejar. Então, ele usará exatamente aquilo que desejamos ou que gostamos para nos tentar.


Os nossos desejos não todos maus, existem os desejos bons também. Porém, o diabo não tem interesse em satisfazer os nossos bons desejos, o propósito dele é colocar-lo em situações que favoreçam aqueles desejos íntimos que lhe causam mal, e que você não tem coragem de compartilhar com ninguém. Não é atoa que quando você menos espera aparece aquele “amigo” que há muito tempo você não via com um convite irrecusável, você nem estava pensando “naquilo”, mas...,

José é um exemplo perfeito de fidelidade. Quando a mulher de Potifar tentou seduzir-lo, ele não permitiu que a tentação maculasse seu caráter. Mas não pense que foi fácil para ele resistir à tentação; observe a situação: José gostava de mulher, a mulher de Potifar não era feia, ela estava seminua na frente dele e eles estavam a sós na casa, a oportunidade perfeita; porém, a tentação sexual não era maior que o sentimento de fidelidade a Deus.

Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus? (GN 39.9)

Ser fiel a Deus é uma escolha que precisamos tomar diariamente; a todo o momento somos postos a prova, e cabe a nós escolhermos entre ser fiel a Deus ou satisfazermos os nossos desejos. Não é uma decisão fácil, e geralmente as circunstancias favorecem a decisão errada, e se torna mais difícil ainda quando vemos pessoas em quem nos espelhamos agindo totalmente contraria ao propósito de Deus, mas você não é produto do meio! O propósito da sua vida é a glorificação de Deus. Deus deseja ser honrado através da sua fidelidade. Por isso não abra-mão de viver uma vida integra e fiel ao Senhor.

Os frutos da sua fidelidade podem ate demorar a aparecer, mas um dia a semente irá germinar e os frutos irão brotar. José viveu 17 anos como escravo no Egito, dois deles na prisão, foi humilhado, abandonado, desprezado, mas em nenhum momento ele deixou de ser fiel a Deus. E quando o tempo da colheita chegou Deus o elevou ao posto de governador do Egito. Se por ser fiel a Deus você esta sofrendo agora, não se entristeça e nem desanime. O tempo da colheita vai chegar para você também!

Bem está, servo bom e fiel. Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. (Mt 25.21)

Jonilson Pinto

27 junho 2011

Circuncisão?


A lei da circuncisão foi dada a Abraão quando ele tinha 99 anos. Deus associou a circuncisão a duas grandes promessas: 1º ele faria dos descendentes de Abrão uma grande nação, 2º daria a ele uma terra como herança. A circuncisão (retirada do prepúcio) é realizada no oitavo dia de vida, também chamada de Berit Milá (Berit significa pacto). Os judeus que negligenciavam este mandamento não podiam participar das festas especiais.

Na igreja primitiva houve grande discussão a esse respeito. Alguns judeus convertidos acharam que todos os cristãos convertidos, deviam passar pelo processo da circuncisão para participar das bênçãos em Cristo. Paulo resistiu a essas idéias, e pregava a salvação pela fé para todos (RM 3.28-30; GL 5.2, 6, 11; CL 3.11).

A aliança da circuncisão é um sinal exterior de pertencer ao povo de Deus (GN 17.10-14). Mas essa marca exterior não vale nada sem a atitude interior de fidelidade e obediência ao Senhor (DT 10.16; RM 2.25-29). Não basta apenas remover o prepúcio, é necessário abrir o coração para Deus, removendo todas as reservas, pretextos, segredos e incredulidades; assumindo uma verdadeira aliança com o Senhor.

Este é o meu concerto, que guardareis entre mim e vós e a tua semente depois de ti: Que todo macho será circuncidado. E circundareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal do concerto entre mim e vós. “O filho de oito dias, pois, será circuncidado...” (Gn 17.10-12).

Além de ser um sinal exterior da aliança abrâmica, a lei da circuncisão apontava para a nova aliança no sangue de Jesus:

"Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá... porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Jr 31.31,32).

Essa nova aliança não era para ser como a velha, mas um acordo completamente novo que substituísse a lei mosaica. Deus não escreveu a velha aliança em um papel novo, Ele fez através do sangue inocente de Jesus um novo acordo, e este novo acordo não foi escrito em pedras ou papéis, mas foi escrito em nossos corações; com diferentes termos, condições e bênçãos.

"Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de UM MELHOR CONCERTO, que está confirmado em melhores promessas; porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo; estabelecerei um novo concerto com a casa de Israel e com a casa de Judá, não segundo o concerto que fiz com seus pais...; dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se envelhece perto está de acabar” (Hb 8.6,7, 8, 9,13).

A nova aliança no sangue de Jesus oferece para nós um novo caminho para o perdão; não através de sacrifício animal, mas através da fé. Esta fé é gerada pelo Espírito santo em nós, e nos possibilita não somente a crer em Jesus, mas também a viver segundo os termos e condições da nova aliança. Pois uma vez que cremos em Jesus e assumimos um compromisso com Ele, nossas atitudes devem manifestar o caráter de Cristo em nós.

Jonilson Pinto
Fonte: Algumas partes retiradas do site estudosdabiblia.com.br

Geração do Centenário!



Nos dias 16, 17 e 18 de junho de 2011 aconteceu o maior evento pentecostal do ano, o Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, com destaque especial pra Belém do Pará, onde está sediada a Igreja mãe de todas as Assembleias de Deus.

A celebração do centenário foi emocionante, Deus manifestou-se poderosamente durante todo o evento através de curas, batismo com o Espírito Santo e milhares de conversões.

No dia 16 pela manhã aconteceu à inauguração do centro de convenções com capacidade pra 20 mil pessoas sentadas, um momento de grande emoção para todos os assembleianos, à noite o estádio do mangueirão foi invadido por milhares de corações gratos a Deus.

Nos dias 17 e 18 as reuniões aconteceram no centro de convenções pela manhã e a noite no mangueirão, destaque pra noite de sábado (18), quando mais de 100 mil assembleianos transformaram o mangueirão em um verdadeiro santuário de adoração a Deus, e em um só coro cantavam as maravilhas operadas pelo Senhor nestes 100 anos de pentecoste.

“Grandes coisas o Senhor fez por nós, por isso estamos alegres. Salmos 126.3”


Joni

26 junho 2011

Voltei!!!!!!!


Depois de um longoooo tempo sem postar, estou de volta!!!!!!

Faz mais de um ano que não escrevo nada, mass vou tentar recuperar o tempo perdido e compartilhar com vocês um pouco daquilo que o Senhor tem me dado.

Assina,

Joni

(Espero que o dono da imagem não importe por eu estar usando-a.)

Todos peCam!


Em poucas linhas quero tratar de um tema muito relevante para todos nós; trata-se da capacidade natural que todos possuem para pecar, isso mesmo, todos possuem a capacidade natural de pecar.

Embora estejamos salvos em Cristo e libertos do poder do pecado, isso não significa que perdemos os desejos pelas coisas erradas. Se olharmos para dentro de nós veremos os velhos desejos, embora mortificados pelo poder do Espírito Santo, ainda presente.

Então, a obra operada por Cristo em nós não é completa? É claro que é! A obra de Cristo que é a nossa reconciliação com Deus está completa, mas estamos crescendo em Cristo, ou seja, estamos nos tornando semelhantes a Cristo; e nesse processo a presença de Cristo é tão forte, quanto a pressão do pecado.

Observe o que Paulo escreve:

Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Romanos 8:13.

E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Gálatas 5:24.

..., que quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano. Efésios 4:22.

Quando aceitamos a Jesus, os nossos desejos pecaminosos são mortificados pelo poder do Espírito Santo e a nossa velha natureza é crucificada. Entretanto, isso não significa que nunca sentiremos esses desejos novamente. Somos libertos, e o pecado não exerce mais domínio sobre nós, porém ainda temos a inclinação natural para o erro.

Enquanto vivermos nesta terra, o desejo de pecar habitará em nós mortificado pelo Espírito Santo. É por isso que devemos buscar forças espirituais em Deus para vencer o pecado, pois não estamos livres de pecar. Diariamente precisamos combater o pecado que se insurge contra nossa alma (1Pe 2:11). É uma luta diária que só pode ser vencida se estivermos alicerçados na Rocha Eternal.

Não tente combater o pecado por suas próprias forças, pois isso apenas irá gerar em você cansaço e letargia. Aprenda a viver dependente do poder do Espírito Santo; pois é através do poder dEle que nos afastamos do apelo do pecado e o consideramos derrotado.

Devo alertar-lo que nem sempre teremos vitoria nessa luta, algumas vezes iremos fracassar, e quando você fracassar não desanime, use o seu fracasso para fazer escolhas melhores no futuro. E lembre-se, o amor de Deus por você, sempre será maior que o pecado.

Joni